Currículo de Artistas

JOÃO BLECK DA SILVA

JOÃO CARLOS BLECK DA SILVA, nasceu em Lisboa, na freguesia da Lapa, em 9 de Julho de 1946.

Licenciou-se em Medicina na Universidade Clássica de Lisboa em 27 de Outubro de 1970.

Exerceu as funções de Assistente Graduado de Cirurgia Geral no Hospital de Santa Maria. Presentemente está reformado desde 31 de Janeiro de 2007.

Autodidacta, pinta desde 1988, quasi exclusivamente aguarela. Anteriormente dedicou-se à ilustração médica.
EXPOSIÇÕES:

. 1991 – Colectiva – Congresso da Sociedade Portuguesa de Cirurgia – Hotel Sheraton, Lisboa

. 1992 – Individual – Restaurante S. Miguel, Alfama, Lisboa

. OUTUBRO 1993 – Quadro para o poster de anúncio da V Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Cardiotoráxica e Vascular – Castelo de Vide

. 1994 – Individual – Galeria de Arte da Casa do Pessoal da RTP, Lisboa

. 1995 - Individual – Galeria Muralha, Guimarães

. 1996 – Colectiva – Galeria de Arte do ACMP, Lisboa, comemorativa dos 60 anos do clube

. 1997 – Individual – Galeria de Arte da Casa do Pessoal da RTP, Lisboa

. 1999 – Colectiva – Montreal, Canadá – Exposição organizada pelos consolados acreditados em Montreal. Exposição com fins beneficentes a favor do Childrens Hospital

. 2000 – Colectiva – XXI Congresso Português de Cardiologia, Vilamoura

. NOVEMBRO de 2000 – Colectiva – Curso de finalistas de Economia da Universidade Nova de Lisboa

. 2001 – Colectiva – Exposição comemorativa dos 65 anos do ACMP, Hotel Ofir, Esposende

. MARÇO de 2002 – Colectiva- Galeria de Arte do ACMP, Lisboa

. JUNHO de 2002 – Colectiva – Desenho Médico- European Surgical Week, Lisboa

. NOVEMBRO de 2009 – Colectiva - Galeria de Arte do ACMP – Exposição integrada no IV Congresso Internacional de Neonatalogia – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa

. SETEMBRO DE 2010 – Colectiva - Galeria de Arte do ACMP –Exposição integrada na reunião da UMEAL – União de Médicos escritores e Artistas Lusófonos, Ordem dos Médicos, Lisboa

MARIA DO CÉU FERREIRA

Médica Pediatra do Hospital de Dona Estefânia – Aposentada.

Iniciou a actividade artística em 1995 com a frequência do Curso Livre de Pintura da Fundação Ricardo Espírito Santo.

Frequentou o atelier de pintura do Centro Cultural Eça de Queiroz.

Frequentou o curso de desenho da Sociedade Nacional de Belas Artes.

Presentemente frequenta o atelier de pintura da Academia de Seniores dos Olivais, com o pintor Carlos Rocha e a prof. de desenho Maria de São José.

Participou em várias exposições colectivas.

Fernanda Torgal

Nasceu em 1952. Médica Pediatra.

Desde 1978 interessada em fotografia, obteve o 2º lugar no 3º Concurso Nacional de Fotografia promovido pela Câmara Municipal da Nazaré .

Em 1989 começou a pintar como autodidacta, utilizando a técnica da aguarela.

Curso de História de Arte da SNBA, com Margarida Calado, em 1989/90.

Aulas de pintura a óleo com Gabriela Albergaria, 1998/1990.

Aulas de desenho , entre 2001 e 2005, com Rosa Fazenda.

Participação em várias exposições colectivas no ACMP ; 4 exposições individuais (Galeria Lucília Cruz e ACMP, Bar Salto Alto), pintura a óleo.

Prémio de pintura Mário Botas, atribuído pela SOPEAM, 2009.

Acácio Campos

Nasceu em Matosinhos. Estudou na Escola Industrial Infante D. Henrique (Porto).

Iniciou a sua actividade profissional como Designer Publicitário na Agência Belarte (Porto), tendo sido posteriormente transferido para Lisboa como Director de Arte. Criou graficamente revistas ("A máquina", "Pão comanteiga", "Revista Mais",...) assim como símbolos "Cateringpor", "Gás de Portugal" e a medalha comemorativa do 40º Aniversário da TAP, entre outros.

Autor de vários trabalhos cenográficos no Teatro D. Maria II, no Teatro da Trindade, Teatro Maria de Matos, e no Coliseu dos Recreios em Lisboa.

Realizou diversas exposições Individuais e Colectivas no Brasil.
É sempre com um prazer especial que escrevo sobre um Amigo. Mas, mesmo pautada pela imparcialidade a que me proponho, o exercício revela um carácter agridoce. A questão é que não é difícil encontrar palavras lisonjeadoras para definir o trabalho de Acácio Campos, porque a sua habilidade é incontornável, porque a sua sensibilidade é enternecedora. Os seus quadros expressam emoções contidas, muitas vezes escondidas, mas sempre comoventes. Os seus quadros materializam pedaços da memória, pedaços de uma história, pedaços de todos nós. É impossível ficar-se-lhe indiferente...

São muitas as palavras bondosas que encontro no meu dicionário pessoal e que serviriam perfeitamente para encaixar neste Artista, mas a verdade é que não chegam. Pois, não poucas vezes, as palavras são pedras no caminho de quem escreve. Chegam a ser inúteis, porque não exprimem o inexprimível. E quando se escreve sobre o trabalho de Acácio Campos, tornam-se um peso morto e sem sentido, porque a sua obra apela a uma viagem pelos sentidos, uma viagem sentida, uma viagem sentimental, que nem todos os alfabetos do mundo juntos poderiam alguma vez traduzir.

Ana Madureira

Jornalista A pedido do meu amigo Acácio Campos e não sendo eu um Notável da Sociedade Artística, dedico-lhe pequenas "MEMÓRIAS" que transmitem o que penso de um Amigo de gostos comuns: a pintura é o meio que o meu Amigo Acácio Campos tem como canal de comunicação, pelo qual contribui para registar os momentos nostálgicos das nossas Cidades, manifestando com as suas memórias fotográficas lugares que nos rodeiam como: becos, prédios, ruelas, prespectivas de telhados envoltos em nevoeiros, em busca da consciência colectiva que eleva as suas pinturas a memórias vivas dos recantos e retratos do nosso Património Português.

Acácio Campos, consciente ele da sua cidadania, dos deveres e direitos, consciente do seu papel na construção de memórias do nosso património artístico, ele sabe que é um valor acrescentado ao nosso mundo de artistas plásticos. Contribuindo para que os apreciadores da sua forma de pintar, se descubram como principal elemento das nossas Cidades e passem a viver em harmonia, com as "suas/nossas" memórias. E eu, um simples amigo em plena consciência, dedico estas palavras, não a um Pintor, não a um Nome, não a um Homem do Norte, mas sim a um Amigo de vida. E como ele sucessivamente diz, falando de amizades de vida, eu também: "Não dou um tostão para lá entrar, mas pago milhões para não sair". Miguel Moniz Soares

Director Criativo

REAL BORDALO

Artur Real Chaves Bordalo da Silva. Nasceu em Lisboa em 1925.

Cedo mostrou vocação para o desenho e para a pintura mas, obrigado a interromper o curso que lhe daria acesso à Academia de Belas Artes, exerceu diversas profissões e, admitido aos 16 anos de idade na Fábrica da Cerâmica Constância Faiança Batistini, como pintor, teve aqui oportunidade de contactar com João Rosa Rodrigues e Francisco Branco, dois excelentes artistas, não só como ceramistas, mas também, como pintores de óleo e aguarela.

Mais tarde trabalhou com Leitão de Barros na modalidade de cenografia, na Tobis e na Lisboa Filme para diversos filmes portugueses. Desenhador técnico, retocador de rotogravura e desenhador maquetista no Diário de Notícias, profissões que também exerceu.

Destes contactos resultou um maior interesse pelas artes plásticas e em consequência das tentativas que levou a efeito, inscreveu-se como sócio da Sociedade Nacional de Belas Artes, onde frequentou as aulas nocturnas de desenho, tendo como mestre, Álvaro Duarte de Almeida, no pastel o mestre Domingos Rebelo e em aguarela os mestres Alberto de Sousa e Alfredo Morais.

Tendo concorrido com trabalhos seus, não só nos Salões Anuais de Outono e Primavera daquela Sociedade, onde passou a sócio efectivo, por lhe ter sido atribuída uma 3ª medalha em aguarela, mas também em outros Salões noutros locais. O êxito obtido, de que são testemunhos os prémios concedidos (diversas medalhas e menções honrosas e alguns prémios de mérito) levou-o a dedicar-se inteiramente a esta actividade artística. Surgiu então a oportunidade de realizar a sua primeira exposição individual dos seus trabalhos a aguarela e pastel, no Casino da Figueira da Foz (Salão Nobre) em 1952, à qual se seguiu outra em 1953, na Sociedade de Belas Artes. Incentivado tanto pelo público como pela crítica, o êxito assim alcançado justificou a sua integração no Grupo Português de Aguarelistas e mais tarde no Grupo dos Artistas Portugueses, permitiu-lhe assim continuar a realizar exposições em diversas cidades do País, concorrendo sempre aos diversos Salões Nacionais – Imagem da Flor, Câmara Municipal de Lisboa, Salão de Artes do Casino do Estoril, entre outros. No estrangeiro Salões Internacionais de Madrid, Sevilha, Lugano, Paris, Estocolmo, Rio de Janeiro e Nápoles.

Afastado das Artes Plásticas de 1959 a 1973, voltou a partir desse ano a êxpor com regularidade os seus trabalhos, com assinalado êxito.

Críticas e Apreciações

Real Bordalo: A experiência do diálogo

A arte de Real Bordalo decorre da própria experiência do diálogo que mantém consigo mesmo, com os outros e com as coisas que o rodeiam. Uma arte que apreende, de uma forma muito pessoal, o conflito entre o "ver" e o "transfigurar", sem nunca desfigurar. Ele não vê o mundo do ponto de vista geral; possui uma perspectiva que o identifica como autor. Quero dizer: um quadro de Real Bordalo não precisa de ser assinado para sabermos que é dele – a marca singular que o distingue dos demais.

O tema que este álbum expõe – Sintra -, demonstra, uma vez mais, o admirável domínio das técnicas e a exacta noção das cores de Real Bordalo. É uma reinterpretação dos lugares e, também, uma espécie particular de narrativa de situações. Exactamente porque todos os quadros do grande pintor contam uma história, fixam um assunto, captam um episódio. Alia-se a esta singularidade a minuciosa atenção que dedica às pessoas, figuradas em traços extremamente rápidos e determinantes que estabelecem o movimento e a acção.

Estamos perante um conjunto de obras que recusa o excesso, rejeita a facilidade, e que se exprime e define através de um rigor nunca isento de profunda comoção e de enlevado afecto. E a associação destes conceitos e destes sentimentos enuncia uma estética e afirma uma ética.

Real Bordalo não abdica, nunca, da ideia de que a arte possui consciência moral, e que se refaz, permanentemente, no contacto com o mundo. Porém, a originalidade do artista consiste em refazer esse mundo, porque ele conhece a fragilidade dos homens e a natureza imperiosa das circunstâncias. Os óleos e as aguarelas sobre Sintra e seu termo são disso ampla demonstração: a harmonia da inteligência com a arte; a reunião do sentimento com a razão.

Uma arte sensível e profundamente humana e, também, um processo notável de criação, baseado num conhecimento de ofício e desenvolvido numa profunda reflexão sobre a técnica.

Esta Sintra de Real Bordalo tem algo de mágico e, se quisesse fazer paralelismos literários, diria que a obra deste distinto pintor ocupa semelhanças com o universo de Teixeira de Pascoaes: sombras e claridades, reinvenções e onirismo – e, finalmente, um aceno fraterno à condição humana.

Baptista-Bastos

Lisboa na Pintura de Real Bordalo

Aquilo que mais me toca na pintura de Real Bordalo é a sua relação com Lisboa a que poderemos chamar um caso de amor. Há pessoas com uma capacidade invulgar de transmitir um grande enternecimento pelos cenários da sua vida. Nós habituamo-nos tanto aquilo que está à nossa volta que é preciso um outro olhar para descobrir em tudo isso qualquer coisa que tem que ver com o encanto e com mistério. Isso é evidente na obra deste pintor. Lisboa nas suas mãos é uma cidade encantada. Descobrimos com ele coisas que nunca vimos como a poesia dos seus amanheceres, a fidalguia das suas casas, a sensualidade das suas noites. Julgo que vemos o mundo através do olhar de quem o sabe ver e não há dúvida que esta Lisboa, embora pressentida, é-nos de certo modo revelada.

Isto pode-nos levar a pensar na relação subtil de um artista com o mundo, com aquilo que ele é capaz de ver. Nós conhecemos os lugares só que eles agora nos aparecem revestidos do halo poético que lá está e que nem todos são capazes de ver. Creio que a sua missão é mostrar-nos que o mundo que vemos não é exactamente o mundo: que há um outro, revestido de encantamento e poesia, possivelmente aquele para que somos feitos.

A verdade é que o tempo permanece nas coisas e que todos vivemos uma história que está colada a nós. Lisboa fala-nos e esse falar vem de tudo o que viveu e fez viver. Não me parece possível separar as cidades da sua história. Por isso a pintura de Real Bordalo nos transmite uma sensação de Lisboa com todos os seus séculos e que é disso que é feita a sua alma: ele é um pintor capaz de captar a alma da cidade e por isso é capaz de criar com ela uma relação de amor.

António Alçada Baptista

João Videira Santos

João Videira Santos nasceu em Lisboa. Em jovem conviveu de perto com artistas e intelectuais, estando desde então ligado ao meio artístico e, particularmente, ao mundo das canções escrevendo e compondo. Algumas dessas composições conheceram gravação discográfica e edição internacional. Colaborou com programas de rádio, escrevendo e lendo textos de opinião, apontamentos e poesia.

Foi amigo e frequentou o atelier do pintor Vicente Besugo, o qual o incentivou a dar forma ao seu interesse pela pintura. Dele recebeu ensinamentos que colocou em prática através dos trabalhos que tem vindo a expor. Teve ainda oportunidade de conviver com os mestres pintores Martins Correia e Sá Nogueira dos quais ouviu conselhos, opiniões e perspectivas sobre a arte.

Depois da interrupção de alguns anos, durante os quais se dedicou inteiramente à poesia, editando em Portugal, Brasil e Espanha, voltou a pintar em 2001, expondo com regularidade desde 2005. Considerado um abstratista, a sua pintura caracteriza-se pelo impacto das cores fortes.

Alguns dos seus trabalhos fazem parte de colecções particulares em Portugal, Espanha, França, Roménia, Brasil e Japão.

Com os actores e actrizes Armando Cortez, Manuela Maria, Raul Solnado, Alina Vaz, Jacinto Ramos, o cenógrafo Octávio Clérigo, o cantor Valério Silva, o arquitecto Augusto Silva, a Dra. Maria Barroso e outros, foi fundador, autor dos estatutos e membro das primeiras direcções da Casa do Artista, em Lisboa.

Participou em diversas exposições.